terça-feira, julho 26

não me leiam não me leiam não me leiam não me leiam não me leiam não me leiam

é o dumbledore que morre, e é o snape que o mata.

arranzabal



i'm here to tell you. SPANKING is good.

segunda-feira, julho 25

gosh


ow, i'm soooooooo in a blogger mood. please forgive me.

reservas

que tipo de paradoxo, ou hiato temporal, provocaria a compra de um bilhete só de volta?

gostei bem

destes dois apontamentos prévios. caramba, é Bom.

apetece-me escrever aqui uma anedota

uma anedota qualquer. cá vai: estão dois amigos num mato, à procura de cogumelos. de repente aparece-lhes mesmo à frente um urso enorme, esfomeado e esbaforido. um deles pousa a mochila, tira um par de sapatilhas e começa a descalçar as botas. o amigo, estupefacto, exclama: então mas estás parvo?! nem com sapatilhas vais conseguir correr mais depressa que o urso! ao que o outro responde: estimo bem que o urso se lixe... eu quero é correr mais depressa que tu!

duas regras

àquilo de que já soubermos a resposta, mais vale não perguntar.

uma regra

se não queremos ouvir alguma coisa, mais vale não perguntar.

hm

e ficou bem mais bonito o blog, com este último post. ficou, oh se ficou. e por isso é que este não tem razão de existir. mas como o vinho estragado não acaba aqui, nem podia, há que relegar e relativizar a beleza e o último post. e que tal começar assim, devagarinho.

domingo, julho 24

momento musical I

pauline en la playa - titubeas


<br /><bgsound src="http://home.graffiti.net/jamiroo:graffiti.net/pauline_en_la_playa_-_titubeas.mp3"><br />


e é por isto

que eu nunca vou amar.

para mim

quero, sinceramente,
voltar àquele Verão (do meu contentamento)

assim, sem métrica e sem noção,
de que podem passar uma duas três QUATRO MIL rosas
seguidas enquanto olho pela janela do carro e do combóio
e de repente nunca mais as ver

ou de que se aquilo está ali
é por um propósito
seja cão menina folheto ou monção

tudo o é por causa de motivos mesquinhos
e sempre sempre à espreita de nos apunhalar
ou agarrar para si

(são todos muito espertos)

quem me dera voltar àquele Verão
(do meu contentamento)
em que as cordas de "too young to die"
faziam o meu coração chorar
mas ter a certeza que mais um ano ou dois
eu ia poder viver nessas cordas
e amar assim
chorar assim
num conto de fadas só meu.

tu serias apenas o veículo necessário para tal
porque o conto de fadas seria SÓ meu.

e seria assim o amor.
para mim.

o amor

Estou a amar-te como o frio
corta os lábios.

A arrancar a raiz
ao mais diminuto dos rios.

A inundar-te de facas,
de saliva esperma lume.

Estou a rodear de agulhas
a boca mais vulnerável.

A marcar sobre os teus flancos
o itinerário da espuma.

Assim é o amor: mortal e navegável.




Eugénio de Andrade

RIP


everything must change. ENDS. everlast.

a rosinha dos limões

Quando ela passa,
franzina e cheia de graça,
Há sempre um ar de chalaça,
no seu olhar feiticeiro.


Lá vai catita,
cada dia mais bonita,
E o seu vestido, de chita,
tem sempre um ar domingueiro.


Passa ligeira,
alegre e namoradeira,
E a sorrir, p'rá rua inteira,
vai semeando ilusões.


Quando ela passa,
vai vender limões à praça,
E até lhe chamam, por graça,
a Rosinha dos limões.


Quando ela passa,
junto da minha janela,
Meus olhos vão atrás dela até ver,
da rua, o fim.


Com ar gaiato,
ela caminha apressada,
Rindo por tudo e por nada,
e às vezes sorri p'ra mim...


Quando ela passa,
apregoando os limões,
A sós, com os meus botões,
no vão da minha janela


Fico pensando, que qualquer dia,
por graça,
Vou comprar limões à praça
e depois, caso com ela!

o anti-amor

há poucas coisas mais fascinantes que o acordar dos tempos em volta de um rapaz sozinho, ali, em frente ao penedo, combatendo o desejo latente do saltar na tua direcção (que já voas em direcção a outras paragens)

sexta-feira, julho 22

honestamente, vá lá

aqui só entro eu. deixo de fora, deixo lá fora, o mundo que se apressa a ser-me, e que não é nem nunca foi, e todos os dias luto para que nunca o seja... eu.

verdade verdadinha

quando chego a casa, seja às três da tarde ou às três da manhã, cumpro sempre o mesmo ritual. abro a bola.pt, o record.pt, o jogo.pt, vejo o mal.blog, as brigadas.blog, agora também o daily make up.blog, o avatares.blog, o abandonia.com e repito até à exaustão. faço isto por muitas razões. mas hoje só digo uma: porque não consigo adormecer sem um sorriso no rosto (ou pelo menos com estas ideias que trago comigo, invariavelmente, quando entro em casa). é então bem mais fácil ver que, dia após dia, a bola.pt está lá, o record.pt está lá, o jogo.pt está lá, o mal.blog está lá, as brigadas.blog estão lá, o daily make up (agora também) está lá, o avatares.blog está lá, o abandonia.com está lá, ao contrário de tudo o resto. e saber que algo está lá, sempre, é a segurança que preciso para me repetir, uma e outra vez, até que o cansaço vença e a ilusão de que há algo seguro prevaleça e assim deito-me
e durmo.

bocadinhos de nada (como a gente gosta)

eu amo-te e tu às vezes parece que não percebes, tal como pareces não perceber que nos matas com estas tuas atitudes.

quinta-feira, julho 21

artroses e arrotos sabem bem no Verão com colheradas de caracóis que voam e saltam... e voam e saltam!


felicidade. oh felicidade. neste dia feliz. oh felicidade. feliz feliz.

silêncio

quarta-feira, julho 20

trekkies

acho por bem dizer que sempre odiei o fenómeno "Star Trek", fosse a série original, os filmes antigos ou os mais recentes (com o palhaço sobrestimado do Shatner ou o careca que nem sabe onde se meteu do Picard), as naves pindéricas e pavorosas, tudo e todos me irritam e são secantes e potenciais criadores de tótós - um gajo que gosta do William Shatner ou é tótó ou é um vegetal.

e isto faz-me lembrar uma história. em 1995, uma «outra-vez-reciclada-e-com-novo-nome-e-personagens-anormais» série televisiva do Star Trek, a chamada "Deep Space 9", teve uma cena de um beijo subliminarmente lésbico. Subliminarmente porque uma das fêmeas era a reencarnação de um homem que tinha sido casado com a outra fêmea que ia receber o beijo. A cena foi tão quente que pelos vistos tornou-se o "ex-libris" dos beijos homossexuais e lésbicos.

no entanto, a comunidade homossexual e lésbica, nomeadamente (e agora preparem-se para rir e imenso) o grupo "U.S.S. Harvey Milk" (LOL, com licença), não ficou satisfeita e queriam actores homossexuais e lésbicos que se mantivessem durante as temporadas e interagissem e podessem apaixonar-se e evoluir.

e agora pergunto eu: com actores como o William Shatner ou o Leonard Nimoy, com aquelas roupinhas de lycra azul bebé, com aquelas poses e tal... não vos chega?!


beam me up, God

Morreu James Doohan, o capitão Montgomery "Scotty" Scott dos filmes da saga Star Trek. Isto no mesmo dia em que morreu um homem de 40 anos em Seattle, vítima de rompimento do cólon e alguns órgãos vitais na sequência da relação sexual que estava a ter com um cavalo.

não...


...mas quase

sim

eu hoje aqui sou mais eu.

blowfish


wanna find my nemo?

no chão não, gomes, no chão não!

ora estava eu na minha sábia leitura de casa-de-banho (obviamente, a grã revista "O nosso amiguinho") quando me deparo com esta afirmação:

«a mamã vai para a maternidade, onde a enfermeira parteira ajuda no parto - a saída do bebé da barriga faz-se pelo sexo»

é só de mim, ou da última vez que reflecti sobre o assunto, a entrada do bebé na barriga é que se fazia pelo sexo?

terça-feira, julho 19

kitsch...


...nette

hello

hm


ri-te ri-te. síndroma de pânico.

educação sentimental (imaginemos agora um blog poliglota - e agora repetir isto 7 vezes depressa e sem parar)

When a couple breaks up, it's important to stay friends. Friendship is underrated. Actually, friendship is in deed more important than «the-so-called» Love. That's because, first, friendship lasts longer than love, and second, because it's still more legal than stalking.

actualização do meu estado

a febre já se foi. agora só faltam os gânglios linfáticos voltarem ao estado normal, o torcicolo passar, e a terrível enxaqueca perder o "enxa" e, consequentemente, deixar de ser o martírio que é.

segunda-feira, julho 18

«Uma descrição do nosso país bem engraçada..»

Acidente na A11. Um grupo de pessoas aguarda em cima de um morro, enquanto dividem os olhares entre os carros deliciosamente encaixados uns nos outros, e as câmaras de filmar que se aproximam. De repente, José olha para o fundo da estrada e vê uma ambulância e um carro do INEM a chegar, a alta velocidade. "Palhaços, a esta velocidade ainda matam alguém! Deviam ter vergonha!". Nem dois segundos depois desta observação vira-se o cunhado de José que lhe diz "Zé, é a tua prima que estava no carro. Passei lá agora e vi a matrícula".

José virou-se então para o horizonte e grita "Palhaços! Tão devagar conduzem que nunca mais chegam! Deviam ter vergonha!"

festejos e hurra

vim aqui festejar o primeiro post, desde a última 4ªa feira, que escrevo com menos de 39º de febre. hurra!

sábado, julho 16

c aramb a

estou completamente doente, preciso de um tiro na cabeça agora. já.

segunda-feira, julho 11

perspectivas optimistas de um trágico (ou: como poder ser wes anderson para totós)

Hoje o dia será estranho - como deveriam ser todos os outros.

excellent adventure

Bill: Ted. While I agree that, in time, our band will be most triumphant, the truth is Wyld Stallyns will never be a super band until we have Eddie Van Halen on guitar.

Ted: Yes, Bill. But... I do not believe we will get Eddie Van Halen until we have a triumphant video.

Bill: Ted, it's pointless to have a triumphant video before we even have decent instruments.

Ted: Well, how can we have decent instruments when we don't really even know how to play?

Bill: That is why we NEED Eddie Van Halen.

Ted: And, THAT is why we need a triumphant video.

Bill & Ted: EXCELLENT.

cambalache

CAMBALACHE

(do Enrique Santos Discépolo mas feito célebre cantada pelo Carlos Gardel)



Que el mundo fue y será una porquería, ya lo sé,
en el quinientos seis y en el dos mil también;
que siempre ha habido chorros, maquiavelos y estafaos,
contentos y amargaos, valores y dublé.
Pero que el siglo veinte es un despliegue
de maldá insolente ya no hay quien lo niegue,
vivimos revolcaos en un merengue
y en el mismo lodo todos manoseaos.
Hoy resulta que es lo mismo ser derecho que traidor,
ignorante, sabio, chorro, generoso, estafador.
¡Todo es igual, nada es mejor,
lo mismo un burro que un gran profesor!
No hay aplazaos ni escalafón,
los inmorales nos han igualao...
Si uno vive en la impostura
y otro afana en su ambición,
da lo mismo que sea cura,
colchonero, rey de bastos,
caradura o polizón.


¡Qué falta de respeto, qué atropello a la razón!
¡Cualquiera es un señor, cualquiera es un ladrón!
Mezclaos con Stavisky van don Bosco y la Mignon,
don Chicho y Napoleón, Carnera y San Martín.
Igual que en la vidriera irrespetuosa
de los cambalaches se ha mezclao la vida,
y herida por un sable sin remache
ves llorar la Biblia contra un calefón.


Siglo veinte, cambalache, problemático y febril,
el que no llora no mama y el que no afana es un gil.
¡Dale nomás, dale que va,
que allá en el horno se vamo a encontrar!
¡No pienses más, tirate a un lao,
que a nadie importa si naciste honrao!
Si es lo mismo el que labura
noche y día como un buey
que el que vive de las minas,
que el que mata o el que cura
o está fuera de la ley.

é

porque é que não pode ficar uma música à espera de ser recebida? porque tendemos a incutir ao material aquilo que nos impõem? TIRANOS! (nós, que repercutimos essa tirania, claro) a cidade dorme lá fora e há cigarros a serem queimados, enquanto este inebriante e delicioso cheiro irrompe pela janela, e é tão fatalmente atraente que arrepia, como quem vê às escondidas a sua morte várias vezes repetida em cada situação da sua vida

(vou operacionalizar isto, para que percebam: está a comer ali, imagina a sua morte ali, engasgado e a manobra de Heimlich ninguém a sabe fazer caramba!, fala consigo até. está no cinema acolá, imagina-se com um ataque súbito, cai para o lado, pisca o olho a si mesmo porque não era na cadeira onde estava sentado que ia morrer porque a vontade ainda não é total. está na casa d@ namorad@ - sempre quis usar isto - e enquanto fode ou é fodid@ - ui três vezes na mesma frase - imagina-se mort@ em cima do corpo d@ companheir@ - agora perdi-lhes a conta)

(o que acontece muitas vezes a estas pessoas é que passam a imaginar os outros mortos, em vez de si mesmos, é a solidão é a solidão)

então pronto fica a música à espera. e eu mantenho aqui a convicção de deixar de ser menos tiraninho um dia de cada vez NÃO POSSO NÃO QUERO é que somos todos, ainda que sem o saber por completo, aquilo contra o qual lutamos todos os dias.

a história da minha vida em pequenos passos contados

surpreende quem não esteja preparado

(foi o que me aconteceu a vida inteira)

pelos vistos tenho que ter estatuto para escrever isto

(oops esqueci-me dos parêntesis ali em cima - não volta a acontecer)

isto é a verdade e sou eu

eu quando me sinto sozinho é quando tenho mais medo de me matar. não de morrer, porque se isto acontece com tanta frequência é porque, sozinho ou não, já morri. adiante. e se me sentir sozinho é mau, o pior é quando sou invisível - porque nem sequer é sentir que sou invísivel, é sê-lo efectivamente. e aí ninguém quer saber de mim, e aí não tenho ninguém em quem pensar vou fazer-lhe falta, e aí ninguém existe que me faça lembrar que sou um ser colectivo, um ser (pressupostamente) social e por isso nada invísivel e sem legitimidade para ser egoísta. sou invísivel - e apesar de tudo luto para não me matar (um morto a lutar para não se matar, que cómico oh a ironia). e é quando luto que penso se luto por alguma razão é se luto para não, sei lá, engolir uns comprimidos como a minha mãe fez por minha culpa e depois de uma discussão tremenda comigo, ou cortar uns pulsos (mas por favor tem que ser com tanto nível como o fez a Britney Spears naquele video... enfim, sou tão merdoso que a minha cultura é a cultura popular), então se luto é porque não devo ser invisível ainda. começo a relembrar as pessoas e não me mato. então volto para a cama com as melhores intenções de aguentar mais um dia à espera que este momento volte

(acontece todas as noites - e agora, também de dia)

sim , as duas

já não me lembrava do que era isto: ter sonhos sorridentes acordado a horas tardias e o blogger permanentemente aberto como quem chama por mim (ou eu que chamo por ele)

as duas coisas

seios não

que mundo é este onde há anúncios na televisão com duas grandes mamas, e uma voz que profere, alegremente: "QUERES ESTES ENORMES SEIOS NO TEU TELEMÓVEL?".


...


seios? seios são sinuosidades. assim não vamos
lá.

domingo, julho 10

raça

este blog chama-se vinho estragado porque só bebe quem quer, e quem precisa. senhores, vamos fazer disto aquilo que já fomos.