domingo, julho 24

a rosinha dos limões

Quando ela passa,
franzina e cheia de graça,
Há sempre um ar de chalaça,
no seu olhar feiticeiro.


Lá vai catita,
cada dia mais bonita,
E o seu vestido, de chita,
tem sempre um ar domingueiro.


Passa ligeira,
alegre e namoradeira,
E a sorrir, p'rá rua inteira,
vai semeando ilusões.


Quando ela passa,
vai vender limões à praça,
E até lhe chamam, por graça,
a Rosinha dos limões.


Quando ela passa,
junto da minha janela,
Meus olhos vão atrás dela até ver,
da rua, o fim.


Com ar gaiato,
ela caminha apressada,
Rindo por tudo e por nada,
e às vezes sorri p'ra mim...


Quando ela passa,
apregoando os limões,
A sós, com os meus botões,
no vão da minha janela


Fico pensando, que qualquer dia,
por graça,
Vou comprar limões à praça
e depois, caso com ela!