quarta-feira, setembro 7

.aa.

As águas negras da noite as águas negras

as águias que debicam

meu coração no cimo da montanha

a pulsação do mar o oiro alquímico

a batida do vento e a laranja

que devagar amadurece algures no mundo.



Toda a terra está escrita.

Encosta o teu ouvida à página do livro

ouve o rumor do mundo

a floração secreta a música

as águas dentro da palavra

as águias.




Manuel Alegre
in "Senhora das Tempestades"

1 Comments:

At setembro 14, 2005 3:11 p.m., Blogger Patsy Dear said...

seria tão chique termos um presidente poeta, não era?

este povo, este povo... ai,ai...

 

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